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Amores e Desamores na Adolescência - é importante respeitar e estar alerta.


Sabemos que a adolescência é um tempo de excelência em descobertas, experimentações, crises, conflitos e muitas adaptações.

O amor na adolescência pode ser vivido de inúmeras formas, platónico, inocente, mais maduro, mas a verdade é que as desilusões amorosas acabam naturalmente por acontecer.

A verdade é que para alguns adolescentes o fim de uma relação amorosa pode ser vivido com excessivo sofrimento e isolamento e por este motivo, os Pais devem estar atentos.

Tudo na adolescência ou quase tudo é vivido de forma muito muito intensa, o bom e o mau. As relações amorosas oscilam entre momentos de euforia e tristeza excessiva, choros ou risos, tudo ou nada, ciúmes exagerados.

Uma desilusão amorosa na adolescência, o fim de uma relação pode fazer o jovem questionar muitas coisas, algumas vezes mesmo o seu valor, a sua imagem, a sua competência pessoal, podendo constituir fatores de risco para a saúde mental.

É importante que os pais estejam atentos a mudanças nos jovens, comportamentos de risco, isolamento e afastamento dos amigos, desmotivação e desinteresse escolar e em outras atividades de lazer, reações sintomáticas, ansiedade, depressão, entre outras.

A verdade é que muitas vezes na adolescência o fim de uma relação amorosa, parece ser o fim de tudo, o mundo quase que para.

Os Pais podem ser muito importantes nestes momentos, é essencial escutarem o jovem, ser empáticos com os seus sentimentos, não menosprezar ou desvalorizar a situação, pois na realidade independentemente da fase do ciclo de vida todas as desilusões amorosas têm de ser elaboradas, vividas e feito o luto.

Os Pais podem e devem estimular o jovem a ter momentos frequentes com os seus amigos, incentivar a procura de novas atividades e experiências gratificantes, ocupar o tempo.

É preciso perceber que os jovens não são iguais, uns falam muito e desabafam com os amigos e mesmo com os pais este tipo de experiências, outros precisam do seu tempo.

É essencial respeitar o jovem, compreender o que sente, estar disponível e alerta para quaisquer mudanças, humor e comportamento que surjam de modo persistente e com impacto no dia a dia do jovem e na sua saúde física e mental.


Sónia Serrão

Psicóloga Clínica

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